sexta-feira, 6 de março de 2009

Bulimia e anorexia

Quando ouvimos falar nestas doenças rapidamente as associamos às mulheres, por serem extremamente preocupadas com a aparência e fazerem qualquer coisa para se manterem em forma. Porém, esse pensamento não é correcto, pois a preocupação com o corpo não é extremamente feminina, hoje em dia também os homens dão bastante importância a sua imagem, não hesitando quanto a adopção de medidas radicais, como vomitar (bulimia) para não engordarem. As pessoas sentem-se culpadas por comerem e por isso tendem a vomitar tudo aquilo que comeram. Há até quem tome diuréticos, com o fim de evitar que a comida fique no organismo.

Os psicólogos afirmam que os jovens acham que ao vomitarem a comida não penetra no organismo e como vão emagrecendo continuam com esta prática. Por outro lado, a nutricionista Vera Siqueira, explica que ao vomitarmos estamos a eliminar quase todos nutrientes do organismo e aqueles que ficam não são suficientes para quando absorvidos manterem o bom funcionamento do nosso corpo.
A grande diferença entre a anorexia e bulimia nos homens, é que eles emagrecem menos.

Na anorexia, as pessoas tendem a deixar de comer, ou a fazerem dietas absurdas por acharem que estão acima do peso, quando na verdade estão extremamente magras.
Segundo a psicóloga Olga Tessari, esta doença surge após várias dietas. Em alguns casos, o adolescente pode estar exageradamente magro mas acha que o pouco de barriga que tem é gordura.


Os especialistas defendem que ambas as doenças resultam de pressões sociais para se ter um corpo perfeito, aquele que é ideal nos padrões sociais. Muitas vezes essas doenças estão relacionadas com a necessidade de sermos aceites. A própria influência da televisão está relacionada, pois grande parte dos jovens acreditam que para serem felizes tem que ter o corpo de um actor, modelo, de alguém famoso!

Por fim, o que usualmente os pais e os filhos desconhecem ou ignoram é as consequências destas dietas loucas. Por um lado, a bulimia reduz a quantidade de potássio do organismo essencial para o bom funcionamento do coração e por outro, a extrema magreza (anorexia), é a porta aberta para problemas circulatórios.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Vícios e Dependências


O vício não é um mecanismo único e básico, que possa ser explicado e rotulado de maneira simples. Ao contrário, existe toda uma série de componentes que interfere, influenciando o comportamento de uma pessoa, até que a mesma alcance o vício.
A própria natureza concedeu, a todos nós, o desejo de querer repetir uma experiência, se ela foi agradável. Precisamos dessa capacidade para comer, beber, fazer sexo, para assegurar nossa sobrevivência e manter a espécie.
Quando falamos em vício e dependência, estamo-nos a referir a um comportamento repetitivo e destrutivo, relacionado ao abuso de substâncias ou de actividades, levando a terríveis consequências físicas e sociais. As explicações para esse comportamento são as mais diversas.


Muitos vão dizer que é uma fraqueza de carácter de pessoas que não são capazes de assumir responsabilidades e que são auto-destrutivas. Outros vão dizer que é falta de autocontrolo e sinal de ignorância. Muitos psicólogos e psiquiatras as tratam como tendências e traços de personalidades de pessoas que seriam viciáveis. Os estudiosos da linha fisiológica dizem que se trata de um problema genético-heraditário, enquanto os da linha mais social afirmam ser uma situação culturalmente determinada.
No entanto, a teoria mais amplamente aceite é a de que os vícios são doenças. Popularizada pelos Alcoólicos Anónimos, esta teoria trata o vício como algo anormal e irreversível, contra o qual a total abstinência para o resto da vida seria o único tratamento.
Este modelo de explicação é facilmente assimilável, porque agrada a muita gente.





Os alcoólicos, porque se vêm como doentes, como vítimas que precisam de tratamento. Os não alcoólicos, porque acham que não precisam de se preocupar, já que não são portadores da doença. E os médicos, porque ganham pacientes.
A indústria de bebidas é a que mais valoriza essa ideia, uma vez que o problema não estaria no álcool, mas na pessoa.
Isto é uma absurda distorção, pois o álcool é uma droga perigosa que pode levar à morte.
A verdade é que vícios precisam ser estudados levando-se em conta não só o indivíduo, mas também o meio em que ele vive e qual a substância ou actividade envolvida na dependência.

Todos temos comportamentos viciantes e dependências, mas a maneira como isso é vivido pode levar à necessidade de tratamento, ou não. Existem maus hábitos, compulsões e até fissuras, com mecanismo cerebral idêntico ao de vícios como, por exemplo, o da heroína e cocaína: vício por comer chocolate; por navegar na Internet; por corrida de carros; ou o de lavar as mãos constantemente ou até mesmo o de brincar com vídeo jogos. Mas, se observarmos do ponto de vista comportamental e mesmo fisiológico, as consequências trazidas por esses vícios nem se aproximam daquelas provocadas pelas drogas pesadas, que levam à delinquência e à autodestruição.


As Pistas

Existem características que nos ajudam a diagnosticar comportamentos e situações que denunciam os vícios como perigosos e determinam a pessoa dependente: A substância ou a actividade inicial causa muita sensação de prazer. O corpo desenvolve uma tolerância física pela substância ou actividade, de tal maneira que a pessoa passa a necessitar de maiores quantidades, para obter o mesmo efeito. Independente da tolerância física, o vício envolve uma dependência psicológica, associada ao desejo e fissura, que causa um tremendo desconforto.

O vício provoca alterações cerebrais, fisiológicas, químicas, anatómicas e comportamentais. Requer uma experiência inicial com a substância ou actividade. Sendo o primeiro contacto a iniciação, que pode levar ou não à dependência, mas que, quando acontece, vai proporcionar ao cérebro e ao corpo os efeitos que vão fazer com que a pessoa queira repetir a experiência. O vício provoca distúrbios na conduta, tempo e energia, afasta a pessoa do convívio social amplo, levando-a a um pensamento obsessivo na droga ou no acto. A sensação de alívio provocada pelo vício é tão forte, para o dependente, que isso explica porque é tão fácil parar e recair seguidas vezes. O desconforto terrível provocado pela retirada é ainda menor que o prazer do recomeço.

Traços Comuns:


Os dependentes também evidenciam características comuns:


· São vulneráveis e susceptíveis ao contacto com a substância ou actividade que vai levá-los à dependência;
· Tendem a gostar do risco, de sensações fortes e pensam que jamais vão se tornar dependentes da droga que experimentaram;
· Têm preferência por uma droga ou actividade em particular e desenvolvem sua própria maneira de utilizá-la;
· Demonstram dificuldade com o autocontrolo e em lidar consigo mesmo;
· Não suportam bem as situações de stress e não são bons colaboradores, no grupo;
· Tendem a não reconhecer as dificuldades para tomar decisões quanto às suas vidas;
· Parecem suportar muito mais as altas quantidades de drogas;
· Alcoólicos, por exemplo, são capazes de beber altas doses, antes de começar a sentir os efeitos do álcool.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Gravidez na Adolescência



A gravidez precoce está-se a tornar cada vez mais comum na sociedade contemporânea, pois os adolescentes estão a iniciar a sua vida sexual mais cedo. A gravidez na adolescência envolve muito mais do que problemas físicos, pois há também problemas emocionais, sociais, entre outros. Uma jovem de 14 anos, por exemplo, não está preparada para cuidar de um bebé, muito menos de uma família, por isso, entramos noutra polémica, as mães solteiras.
Por serem muito jovens, os rapazes e as raparigas não assumem um compromisso sério e na maioria dos casos quando surge a gravidez, um destes abandona a relação sem se importar com as consequências. Por conseguinte, o número de mães jovens e solteiras tem vindo a aumentar consideravelmente.

É muito importante o diálogo com os pais, professores e adolescentes, como forma de esclarecimento e informação.

Mas o que acontece é que muitos pais acham constrangedor ter um diálogo aberto com os seus filhos. Essa falta de diálogo gera jovens mal instruídos que iniciam a vida sexual sem o mínimo de conhecimento. Alguns especialistas afirmam que quando o jovem tem um bom diálogo com os pais, quando a escola promove explicações sobre como se prevenir, o tempo certo em que o corpo está pronto para ter relações e gerar um filho, há uma baixa probabilidade de gravidez precoce e um pequeno índice de doenças sexualmente transmissíveis.

O prazer momentâneo que os jovens sentem durante a relação sexual transforma-se numa situação desconfortável quando descobrem a gravidez.
É importante que quando diagnosticada a gravidez a adolescente receba o apoio da família, em especial dos pais e tenha auxílio de um profissional da área de psicologia para trabalhar a componente emocional da própria. Desta forma, a adolescente terá uma gravidez tranquila e perspectivas mais positivas em relação a ser mãe, pois muitas entram em depressão por acharem que a gravidez significa o fim de sua vida e da sua liberdade.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sabes o que significam as iniciais DST?


As DST são Doenças Sexualmente Transmissíveis que se transmitem através do contacto sexual, embora a relação sexual não seja a única forma de transmissão, apenas a mais frequente.

Para que estas doenças sem contraiam, pelo menos uma pessoa tem de estar infectada, e esta pode ou não exibir sinais exteriores da doença.

Quais as doenças sexualmente transmissíveis que existem?

A DST mais conhecida é a SIDA, que é um virús (VIH - Vírus da Imunodeficiência Humana), os seus sintomas podem ser: anemia, febre, perda de peso, alterações imunitárias(o que significa que o organismo não manifesta defesas contra a mais simples gripe). Transmite-se não só através de contactos sexuais mas também através do sangue e ainda ao feto através da placenta e do leite.

Para além da SIDA existem outras doenças, tais como:

Gonorreia: De origem bacteriana, transmite-se através do contacto sexual, roupa interior e toalhas. Os seus sintomas são: Inflamação do colo do útero, transtornos menstruais, uretrite no homem, secreção amarelada. No Homem provoca a esterilidade e na Mulher a inflamação da pélvis, esterilidade e possível cegueira do recém nascido.

Sífilis: De origem bacteriana, transmite-se não só através do contacto sexual mas também através da placenta. Os seus sintomas começam por se manifestar com úlceras genitais que não curam, posteriormente lesões na pele e mucosas. Causa lesões no sistema circulatório e nervoso e ainda a malformação ou morte do recém-nascido.

Uretrite e Vulvovaginite: De origem bacteriana, transmite-se como a Gonorreia, através do contacto sexual, roupas interiores e toalhas. Os seus sintomas são: Na Mulher, corrimento acinzentado, espumoso e de mau odor. E no Homem, dor ao urinar. Provoca artrites, infecções nos olhos, pele e boca.

Herpes Genital: É um vírus provocado através do contacto sexual e o seus sintomas são: Lesões vesiculares nos órgãos genitais externos. Existe a possibilidade de contagiar o feto e aumenta o risco de cancro do colo do útero.

Hepatite B: É uma mistura de vírus que se contagia através de sangue, esperma, secreção vaginal, via placenta, leite materno, saliva. Os sintomas são lesões hepáticas, hepatite e cirrose e produz graves problemas no fígado, podendo ainda causar a morte.

Candidíase: É um fungo que se transmite através do contacto sexual, roupa interior, toalhas e roupa húmida. Os seus sintomas são picadas ao urinar, comichão e fluxo vaginal muito abundante. É mais frequente na mulher e não tem grandes consequências.

Tricomoníase: É um fungo que se transmite através contacto sexual, roupa interior, toalhas como a Gonorreia e Uretrite e Vulvovaginite. Causa ardor, comichão e fluxo vaginal amarelo. Na Mulher provoca uma infecção urinária e no Homem uma uretrite.

Pediculose púbica: Esta doença á mais conhecida como "chatos" e é provocada pela falta de higiene, lençóis, toalhas e contacto sexual. Causa lesões na pele, picadelas na zona púbica. Se desparasitar a pele e desinfectar a roupa em água fervente não tem consequências.

Antes de agires pensa no modo que queres viver a tua vida sexual: SAUDÁVEL ou com RISCOS!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sabes tudo sobre a sexualidade? Parte II

Hoje em dia dificilmente os jovens não conhecem pelo menos algum dos métodos contraceptivos, pois os meios de comunicação estão em constante divulgação. Mas é cada vez maior o número de casos de sida e de jovens grávidas. O que estará a acontecer??

Mas o que é a contracepção? Para que serve?

A contracepção é um método que serve para evitar uma gravidez não desejada e para a protecção, evitando a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DST).


Quais são os métodos contraceptivos disponíveis?

  • Contracepção hormonal oral (Pílula)
  • Contracepção hormonal injectável
  • Contracepção hormonal-implante
  • Dispositivo intra-uterino (DIU)
  • Preservativo masculino
  • Espermicida
  • Abstinência periódica/autocontrolo
  • Contracepção cirúrgica
  • Contracepção de emergência

Qual o método contraceptivo mais eficaz?

O único método 100% eficaz para evitar a gravidez é a abstinência total, isto é, não ter relações sexuais. Em relação á pílula e ao preservativo a sua eficácia depende da sua toma continua e da forma de utilização mais ou menos correcta.

Alguns métodos têm contra-indicações e efeitos colaterais, e há alguns factores como, por exemplo, idade e estilo de vida, se tem ou quer ter mais filhos, que devem ser ponderados e analisados. Sendo assim, antes de optar por um método é conveniente consultar um médico.

E, nunca esquecendo, que a responsabilidade pela prevenção da gravidez não desejada e transmissão de doenças pertence sempre aos dois parceiros.

O preservativo é o único método contraceptivo protege contra doenças sexualmente transmitidas.

Aviso: a Contracepção de emergência, como diz o nome, é apenas de emergência. Não é para ser utilizada continuamente como um método contraceptivo normal, pois pode ter efeitos secundários não desejados.

O que são métodos contraceptivos reversíveis?

A maioria dos métodos contraceptivos são reversíveis, ou seja, permitem à mulher engravidar quando ela ou o seu parceiro deixam de os usar.
São exemplo: os preservativos, a pílula, o DIU, as hormonas injectáveis e o implante.

Quais são os métodos contraceptivos irreversíveis?

Os métodos contraceptivos irreversíveis são os que têm um efeito permanente/definitivo.
São exemplo: a laqueação de trompas, para a mulher, e a vasectomia, para o homem, estes implicam a realização de intervenções cirúrgicas.

Como se tem acesso aos métodos contraceptivos?

Os métodos contraceptivos são fornecidos gratuitamente nos centros de saúde e hospitais públicos. Todas as pessoas têm direito ao acesso a consultas e serviços de planeamento familiar.


Como é que os jovens menores de idade podem ter acesso aos métodos contraceptivos?

Nas consultas, gratuitas, de planeamento familiar. Não é necessário autorização de ninguém para que o menor possa ter acesso às consultas e aos métodos contraceptivos.


Viva a sexualidade de forma saudável e segura.
Aconselha-te junto do teu médico ou numa consulta de planeamento familiar.

Pensa em ti e no teu futuro.
Não acontece só aos outros.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sabes tudo sobre a sexualidade?

A sexualidade faz parte do desenvolvimento da personalidade e da identidade do ser humano. Acompanha-nos desde o nascimento, ao longo da nossa vida até á morte. É um tema que antigamente se considerava tabu, hoje em dia já está mais descoberto, mas ainda assim há quem prefira não falar por não se sentir á vontade.

Uma das fases mais engraçadas da sexualidade começa incoscientemente quando somos crianças e nos é despertada a curiosidade de conheçer o nosso corpo e o corpo do sexo oposto. Participamos nos joguinhos inofensivos pelo entusiamo de descubrir e querer saber mais.

E surgem perguntas como "Porque somos meninos e meninas?" "De onde vem os bébés?”, que muitas das vezes só mais tarde obtemos as respostas.


Quando se chega á adolescencia inicialmente a sexualidade começa a manifestar-se pelos sonhos sexuais, desejos, excitaçoes e fantasias sexuais, masturbação, relaçoes sexuais com ou sem penetração. É fundamental que sejamos informados sobre metodos contraceptivos e alertados sobre todas as DST (doenças sexualmente transmissiveis). Nessa altura é imprescendivel o dialogo com algum adulto. E mesmo quando não temos á vontade com os nossos pais, familiares ou até amigos, nos centros de saúde no local onde moramos existem consultas de planeamento familiar, onde temos todo o tipo de informação e temos á nossa disposição distribuição de preservativos.


Agora a pergunta mais problemática: “ Em que idade deve ser a primeira vez?

Não existe altura certa para se ter a sua primeira vez. Existem várias razões pelas quais um adolescente se pode sentir atraído a ter a sua relação sexual pela primeira vez, como a forma de conseguir maior proximidade, ter novas experiências, provar que a maturidade que se alcançou, para ser igual aos seus amigos e conhecidos, por vezes para encontrar um meio de se aliviar de certas pressões, por desejos, atrações sexuais, por amor. Muitos desdes motivos não são os mais correctos, mas é uma decisão que deve ser tomada pela pessoa.

Existem também ideias falsas sobre a primeira vez.

A primeira delas é “Como é a primeira vez?”

Os filmes por exemplo, custumam iludir mostrando cenas muito exageradas, ou tudo é muito fácil ou tudo é muito dificil. Depois há quem diga coisas como “Eu não senti nada, não dueu.”,”Foi difícil.”,”Não gostei, não era isto que eu estava á espera.”,”Não sei, acho que foi bom”, etc...

Ou seja, é algo que é dificil de se definir, pois cada caso é um caso.

Mas se pensarmos tudo varia devido á confiança, compromisso, intimidade, próximidade, se existe paixão e atracção física. Quanto maior for a intensidade destes factores, melhor será a probalidade de que a primeira vez seja uma experiência boa e positiva.

A segunda delas é : “A mulher tem de sangrar na primera vez.”

Isto não é certo, muitas mulheres sangram e outras não. E isso deve-se ao facto de algumas mulheres terem uma constituiçao física diferente ou mesmo da prática de desporto.

A terceira delas é: “A mulher na primeira vez não engravida.”

Mais uma vez, nao é certo esta ideia. Pois a probabilidade de uma mulher ficar grávida na primeira vez é igual à das restantas vezes que tiver relações sexuais. Assim como, a probabilidade de contrair DST’s.


Depois da primeira vez, que normalmente é a mais importante. A sexualidade começa a ser encarada como uma necessidade de satisfazer um impulso fisiológico, ou seja, do nosso corpo. Que pode ser satisfeito por exemplo através de masturbação, de um(a) parceiro(a) casual ou pago. Mas este "Sexo frio" sem qualquer sentimento emocional, não é totalmente satisfatório a nivel psicológico e afectivo.

Isto tudo, porque como seres humanos por mais sexual que seja o nosso pensamento, necessitamos de sentir afecto e cumplicidade com a pessoa que escolhemos para aquele momento.

Assim sendo, o relacionamento sexual nos seres humanos, além da sua função reprodutora, tem como factores importantes: a satisfação de um instinto básico, a afectividade existente entre as duas pessoas, a cumplicidade e tudo o que as une para estarem juntas.

Com isto, estamos conscientes de que a sexualidade, além da sua funçao reprodutora e a satisfação de um instinto básico, é também a descoberta do nosso corpo, envolvendo a afectividade e a cumplicidade existente entre os dois parceiros, e sobretudo o que os une para estarem juntos.
Podemos então concluir que:

- Em crianças iniciamos uma idade de conquista e até atingirmos maturidade sofremos mudanças exteriores e interiores. Em que simultaneamente iniciamos a construção da nossa identidade e da definiçao da nossa orientação sexual. E nesta fase a familia e os amigos têm um papel muito importante, totalmente imprescendivel.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Até que ponto é que pensamos naquilo que fazemos?

Devemos pensar e tirar conclusões dos actos que temos vindo a praticar, de aquilo que realmente falhou e porquê? O que é que temos que mudar?

Quando somos muito novos, somos extremamente imaturos relativamente ao mundo, não somos capazes de tomar conta de nós, de modo a não necessitarmos que os nossos pais ou tutores o façam. A verdade é que nesta etapa da nossa vida somos ingénuos, incapazes de distinguir o certo do errado. Agimos por espontaneidade sem pensar nas consequências, não tendo a mínima noção dos actos que cometemos!

Quando somos adolescentes é nos dada uma certa liberdade, para seguirmos o caminho que escolhermos. Esta é uma das fases mais importantes da nossa vida, em que iremos definir quem somos, nem sempre obtando pelo melhor para nós . Por vezes, para nos destacarmos desafiamos tudo e todos, e apenas apelamos aos nossos sentimentos e emoções, agindo de forma automática. Conseguimos ser muito irresponsáveis, sem sequer medirmos os nossos actos. Maior parte das vezes só nos endireitamos e olhamos de frente para a vida quando "o nosso mundo" desmorona, como se fosse preciso acontecer o pior para começarmos a levar a vida a sério. É verdade que errar é humano, porém temos que ter a capacidade de apreender com os nossos erros, fazer deles o ponto de partida para algo melhor, para um novo começo, e de certa forma esforçamos-nos para não os voltarmos a cometer. Temos que saber lidar com o que nos acontece, pois muitos dos “obstáculos” por que passamos permitem-nos evoluir como pessoas.

Na fase adulta tudo aquilo que conquistamos deve-se ao facto de termos sido capazes de lutar, e passar por tudo o que o "destino" nos reservou até agora. Embora estejamos sempre em evolução tanto a nível fisiológico como psicológico, esta é a fase da nossa vida em que atingimos a maioridade, em que passamos a ser responsáveis por nós mesmos, pois já deveremos ser maturos o suficiente para isso. De longe esta é uma fase mais fácil que todas as outras! Temos que continuar conscientes dos actos que cometemos, provavelmente trabalharemos e constituiremos uma família, e isso requer ainda mais empenho da nossa parte. A verdade é que qualquer passo em falso pode "desmoronar" tudo aquilo que conseguimos.
As nossas perguntas para vocês são: Até que ponto é que pensamos naquilo que fazemos, e naquilo que fizemos ao longo dos anos? Até que ponto pensamos antes de, sequer, falar?